SE VOCÊ BRIGOU COM SEU
CACHORRO, NÃO SAIA POR AÍ COMPRANDO IMÓVEIS
Um dia encontrei um dileto amigo.
Ele estava eufórico e me convidou para conhecer o seu novo carro importado. Eu
estranhei, pois há não muito tempo ele tinha exibido outro carro zero. Ele explicou que tinha perdido uma
pequena fortuna com ações e para se acarinhar tinha comprado este carro ainda
mais caro. Melhor assim, pois ele poderia ter procurado outras gratificações
mais perigosas. Era o trunfo que tinha no momento e o exibiu. Tem-se aqui um
mero caso de compensação, mecanismo de defesa no qual uma pessoa se supera em
uma área para cobrir suas frustrações em outra.
Alguns clientes agem assim. Para
resolver um conflito temporário, colocam-se a procurar imóveis. Basta ver uma
placa de um plantão, lá vão eles. Frequentemente
não têm menor idéia do que querem e menos ainda do que precisam. O que querem
não está naquele empreendimento e o que precisam não é de um corretor, mas
talvez de um terapeuta ou, com certeza, de um amigo. Pior para o corretor, pois
eles não compram e se o fizerem, serão
vendas que cairão por desistência, falta de crédito ou interferência de terceiros.
Temos deficiências e a maioria
delas é temporária e circunstancial. De fato, não seremos eternamente esquecidos
nas promoções profissionais, o amor de nossa vida permanecerá conosco enquanto
tivermos vida, o motorista que o fechou no trânsito era o que parecia ser, um
transeunte, passageiro como quase tudo na vida. Questões assim se resolvem com
ações simples: busque excelência no trabalho, dê flores para sua amada, dirija
defensivamente, mas, não saia por aí “comprando” apartamentos. Deste modo você
não terá um corretor ligando para você buscando um pequeno retorno do tempo que
você exigiu dele. Coincidências desagradáveis, situações embaraçosas ou eventos
infelizes não podem nos levar a assumir uma dívida a ser paga em 30 anos, nem
nos fazer morar onde não desejaríamos. Como
escreveu o ensaísta Henry D. Thoreau: “se você ficar quieto e estiver disposto,
então encontrará compensação em cada decepção”. Eu acrescentaria: “no mínimo,
mais uma lição”.
No entanto, se você está certo de
que não se trata de uma necessidade efêmera a ser satisfeita, nem uma compulsão
em melhorar sua auto-imagem, ou até, um desejo de sobrepujar-se perante um plantonista,
então nós corretores podemos te ajudar, aconselhar, orientar e, eventualmente,
sermos seus amigos. Se você está precisando de um corretor amigo, então estou
no plantão no Edifício Treviso e virtualmente no site www.corretoramigomeu.com.br. Todavia,
caso você tenha brigado com o seu cachorro e precise de um amigo corretor, meus
ouvidos sãos seus e meus ombros também. Apareça no plantão. Num e noutro caso,
pode ser a minha própria compensação. Pode ser pouco, mas é melhor do que você
romper o relacionamento com o seu cachorro.
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