quarta-feira, 30 de maio de 2012


SE VOCÊ BRIGOU COM SEU CACHORRO, NÃO SAIA POR AÍ COMPRANDO IMÓVEIS

Um dia encontrei um dileto amigo. Ele estava eufórico e me convidou para conhecer o seu novo carro importado. Eu estranhei, pois há não muito tempo ele tinha exibido outro carro  zero. Ele explicou que tinha perdido uma pequena fortuna com ações e para se acarinhar tinha comprado este carro ainda mais caro. Melhor assim, pois ele poderia ter procurado outras gratificações mais perigosas. Era o trunfo que tinha no momento e o exibiu. Tem-se aqui um mero caso de compensação, mecanismo de defesa no qual uma pessoa se supera em uma área para cobrir suas frustrações em outra. 



Alguns clientes agem assim. Para resolver um conflito temporário, colocam-se a procurar imóveis. Basta ver uma placa de um plantão, lá vão eles.  Frequentemente não têm menor idéia do que querem e menos ainda do que precisam. O que querem não está naquele empreendimento e o que precisam não é de um corretor, mas talvez de um terapeuta ou, com certeza, de um amigo. Pior para o corretor, pois eles não compram e se o fizerem,  serão vendas que cairão por desistência, falta de crédito ou interferência de terceiros. 



Temos deficiências e a maioria delas é temporária e circunstancial. De fato, não seremos eternamente esquecidos nas promoções profissionais, o amor de nossa vida permanecerá conosco enquanto tivermos vida, o motorista que o fechou no trânsito era o que parecia ser, um transeunte, passageiro como quase tudo na vida. Questões assim se resolvem com ações simples: busque excelência no trabalho, dê flores para sua amada, dirija defensivamente, mas, não saia por aí “comprando” apartamentos. Deste modo você não terá um corretor ligando para você buscando um pequeno retorno do tempo que você exigiu dele. Coincidências desagradáveis, situações embaraçosas ou eventos infelizes não podem nos levar a assumir uma dívida a ser paga em 30 anos, nem nos fazer morar onde não desejaríamos.  Como escreveu o ensaísta Henry D. Thoreau: “se você ficar quieto e estiver disposto, então encontrará compensação em cada decepção”. Eu acrescentaria: “no mínimo, mais uma lição”.



No entanto, se você está certo de que não se trata de uma necessidade efêmera a ser satisfeita, nem uma compulsão em melhorar sua auto-imagem, ou até, um desejo de sobrepujar-se perante um plantonista, então nós corretores podemos te ajudar, aconselhar, orientar e, eventualmente, sermos seus amigos. Se você está precisando de um corretor amigo, então estou no plantão no Edifício Treviso e virtualmente no site www.corretoramigomeu.com.br. Todavia, caso você tenha brigado com o seu cachorro e precise de um amigo corretor, meus ouvidos sãos seus e meus ombros também. Apareça no plantão. Num e noutro caso, pode ser a minha própria compensação. Pode ser pouco, mas é melhor do que você romper o relacionamento com o seu cachorro. 


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